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Estatísticas da Educação de Minas Gerais

Apresentação

Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra por Domicílios Continua (PNADc), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que em Minas Gerais, entre 2016 e 2017, a taxa de analfabetismo da população de 15 anos ou mais apresentou um recuo, passando de 6,2% para 6,0%, totalizando cerca de 1,03 mil pessoas nesta faixa etária que não sabem ler e escrever.

Com relação aos diferenciais por sexo e cor/raça, observa-se que homens possuem taxa de analfabetismo menor que as mulheres em Minas Gerais. Os indivíduos que se autodeclaram como sendo da cor preta ou parda possuem maior taxa de analfabetismo que os indivíduos brancos. Enquanto 5,7% dos homens de Minas Gerais eram analfabetos em 2017, para as mulheres essa taxa era de 6,3%. No caso da cor/raça, os diferenciais são ainda maiores. A proporção de pessoas de 15 anos ou mais de idade da cor/raça branca analfabeta era de 4,3 em Minas Gerais, mas entre as pessoas pretas ou pardas, essa proporção era de 7,2%.

A taxa de analfabetismo apresenta uma estreita relação com a idade, ou seja, é maior para a população mais idosa. Tal fato está relacionado ao baixo acesso ao sistema de ensino nas décadas passadas. Em 2017, em Minas Gerais, 19,2% das pessoas de 60 anos ou mais eram analfabetas, percentual próximo ao encontrado no Brasil (19,3%). Na população mais idosa o analfabetismo é maior entre as mulheres (20,8%) que entre os homens (17,2%). Já entre os jovens há uma maior proporção de analfabetos entre os homens, indicando uma inversão no padrão vigente décadas atrás no Brasil, e Minas Gerais, de maior inserção escolar por parte do segmento populacional masculino.

Com relação à frequência escolar das crianças e jovens mineiros, percebe-se um aumento do acesso à educação entre 2016 e 2017 em praticamente todos os grupos etários. O acesso das crianças e jovens de 6 a 14 anos já está praticamente universalizado, com 99% deles frequentando algum estabelecimento de ensino em 2017. Para as crianças de 4 e 5 anos e os jovens de 15 a 17 anos, apesar de patamares menores, a frequência escolar também é alta, de respectivamente 94% e 90,3%. Porém, no grupo etário de 0 a 3 anos de idade, apenas 32,2% frequentaram algum estabelecimento de ensino em 2017. A frequência escolar dos jovens de 18 a 24 anos também é menor (29,4%).

A retenção dos jovens e adolescentes começa já no ensino fundamental. Da população de 11 a 14 anos que deveria estar cursando os anos finais do ensino fundamental, apenas 90% frequentavam este nível de ensino em 2017. Como é de se esperar, o atraso escolar piora nas idades mais avançadas. Assim, apenas 75,1% dos jovens de 15 a 17 anos frequentavam o ensino médio, e 22,2% dos jovens de 18 a 24 anos frequentavam o ensino superior.

O atraso escolar é maior para a população preta e parda: 80,2% da população branca de 15 a 17 anos estava frequentando o ensino médio, ao passo que para os pretos e pardos essa porcentagem era de 72,4%. Diferencial maior é encontrado para a faixa etária adequada para cursar o ensino superior. Das pessoas brancas de 18 a 24 anos, 31,7% cursavam o ensino superior, mas apenas 16,9% dos pretos e pardos nesta faixa etária cursavam este nível de ensino.

Além do atraso escolar, parte significativa dos jovens de 15 a 29 anos não estudavam e não trabalhavam em 2017 em Minas Gerais (19,7%), sendo este percentual de 17,7 entre os brancos e de 20,9 entre os pretos e pardos. Em Belo Horizonte o percentual total desta faixa etária foi de 18,2%. No caso da população de 15 a 17 anos, 6% estavam fora da escola e do mercado de trabalho no estado e para a população de 18 a 24 anos, 24,7% estavam nesta situação.

Saiba Mais Base de Dados

Publicado em: 15 de Junho de 2018
Próxima divulgação: Junho de 2019

Taxa de analfabetismo

A taxa de analfabetismo da população de 15 anos ou mais de Minas Gerais, em 2017, foi de 6%, pouco inferior ao verificado em 2016, que foi de 6,2%. Em Belo Horizonte, apesar do aumento que ocorreu entre o período de 2016 e 2017, ela apresenta patamares bem menores, de 1,8% em 2016 e 2,2% em 2017.

Taxa de analfabetismo da população de 15 anos ou mais de idade segundo sexo e cor ou raça (%)
Brasil, MG, RMBH, BH - 2016 e 2017

Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD Contínua).
Entre as pessoas mais idosas (60 anos ou mais de idade) a taxa de analfabetisno é maior. Assim, em Minas Gerais, 19,2% das pessoas idosas eram analfabetas em 2017. Para Belo Horizonte essa taxa era de 6,9% neste mesmo ano.

Taxa de analfabetismo da população de 60 anos ou mais de idade segundo sexo e cor ou raça (%)
Brasil, MG, RMBH, BH - 2016 e 2017

Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD Contínua).

Taxa de escolarização

A taxa de escolarização é a razão entre as pessoas de determinado grupo etário que frequentam a escola e a população deste mesmo grupo etário. Em Minas Gerais no ano de 2017, 32,2% das crianças de 0 a 3 anos frequentavam estabelecimento de ensino. A frequência escolar dos grupos etário de 4 e 5, 6 a 14, 15 a 17 e 18 a 24 anos foi de, respecitivamente, 94%, 99%, 90,3% e 29,4%.

Taxa de escolarização por grupo etário (%)
Brasil, MG, RMBH, BH - 2016 e 2017

Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD Contínua).
Com relação aos diferenciais da taxa de escolarização por cor ou raça, percebe-se que o acesso da população preta ou parda é menor do que o da população branca nos grupos etários mais velhos. Porém, no grupo etário de 0 a 3 anos, em Minas Gerais, RMBH e Belo Horizonte, a frequência escolar da população preta ou parda nesta faixa etária é maior que da população branca.

Taxa de escolarização por grupo etário segundo cor ou raça (%)
Brasil, MG, RMBH, BH - 2016 e 2017

Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD Contínua).

Taxa de escolarização por grupo etário segundo sexo (%)
Brasil, MG, RMBH, BH - 2016 e 2017

Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD Contínua).

Taxa ajustada de frequência escolar líquida

A taxa ajustada de frequência líquida é a razão entre as matrículas das pessoas em idade adequada para estar cursando um determinado nível de ensino e a população total da mesma faixa etária. Ela capta, além do acesso ao sistema de ensino, o atraso escolar de determinado grupo etário em relação ao nível de ensino adequado. Desta forma, percebe-se que em Minas Gerais, a retenção dos jovens e adolescentes começa já no ensino fundamental. Da população de 11 a 14 anos que deveria estar cursando os anos finais do ensino fundamental, apenas 90% frequentavam este nível de ensino em 2017. No caso da população de 15 a 17 anos, idade adequada para cursar o nível médio, apenas 75,1% o cursam.

Taxa ajustada de frequência escolar líquida por grupo etário (%)
Brasil, MG, RMBH, BH - 2016 e 2017

Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD Contínua).
A frequência escolar no nível de ensino adequado á faixa etária é maior para as mulheres. Com relação aos diferencias por cor ou raça, percebe-se que a defasagem idade/etapa escolar ideal é maior para os negros (pretos e pardos), de tal forma que em Minas Gerais, em 2017, enquanto 80,2% da população branca de 15 a 17 anos estavam frequentando o ensino médio, para os pretos e pardos essa porcentagem era de 72,4%. Diferencial maior é encontrado para a faixa etária adequada para cursar o ensino superior. Das pessoas brancas de 18 a 24 anos, 31,7% cursavam o ensino superior, enquanto que apenas 16,9% dos pretos e pardos nesta faixa etária cursavam este nível de ensino.

Taxa ajustada de frequência escolar líquida por grupo etário(%)
Brasil, MG, RMBH, BH - 2016 e 2017

Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD Contínua).

Nível de instrução

Em Minas Gerais, no ano de 2017, 13,7% da população de 25 anos ou mais tinham alcançado a educação superior. Para a população preta e parda, esse percentual é menor, 9,1%. Em Belo Horizonte, o percentual da população adulta com ensino superior é maior que a média de Minas Gerais, de 26,3%. Porém, permanecem os diferenciais por cor ou raça. Enquanto 37,9% da população branca de 25 anos ou mais de idade possui nível superior, para os pretos e pardos esse percentual é de 17,7%.

Nível de instrução das pessoas de 25 anos ou mais segundo sexo e cor ou raça (%)
Brasil, MG, RMBH, BH - 2016 e 2017

Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD Contínua).

Proporção de jovens que não estudam e não são ocupadas

A porcentagem de jovens de 15 a 29 anos que não estudam e não trabalham em Minas Gerais apresentou aumento entre 2016 e 2017, chegando a 19,7%. Esse percentual é maior para as mulheres (24,3%) e para os pretos e pardos (20,9%). Em Belo Horizonte, a proporção de jovens que se encontram nesta situação é pouco menor que a média do estado, alcançando, em 2017, 19,9%.

Proporção de pesssoas de 15 a 29 anos que não trabalhavam e não estudavam segundo sexo e cor ou raça (%)
Brasil, MG, RMBH, BH - 2016 e 2017

Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD Contínua).

Proporção de pesssoas de 15 a 29 anos que não trabalhavam e não estudavam segundo grupo etário (%)
Brasil, MG, RMBH, BH - 2016 e 2017

Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD Contínua).

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